
Representantes iranianos informaram ao governo Trump que não desejam retomar as negociações com o enviado especial Steve Witkoff nem com o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, e que prefeririam dialogar com o vice-presidente JD Vance, disseram duas fontes regionais. A mensagem, transmitida aos Estados Unidos por canais indiretos, indica que o Irã acredita que discussões envolvendo Witkoff e Kushner não seriam produtivas, dado o déficit de confiança após o colapso das negociações antes de Israel e os EUA lançarem ações militares. Vance — em contraste com Witkoff, Kushner e até mesmo o secretário de Estado Marco Rubio — é visto como mais inclinado a querer encerrar a guerra, disseram as fontes. “A percepção é de que Vance estaria focado em concluir o conflito”, afirmou uma das fontes. No entanto, atores regionais também reconhecem que pode ser arriscado para Vance entrar nas negociações, já que não será fácil negociar o fim do conflito. Witkoff, em particular, continua fortemente envolvido nesse dossiê pelo lado dos EUA, e as fontes disseram que os iranianos provavelmente não terão outra opção a não ser dialogar com quem quer que o governo Trump envie para negociar. “Quem o governo decidir enviar, os iranianos terão que lidar com isso, mas isso não significa que eles não tenham preferência”, disse a segunda fonte. Mais cedo, na terça-feira (24), Trump afirmou que todos os principais membros de sua equipe diplomática estavam envolvidos nas negociações. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse à CNN que cabe a Trump decidir quem negocia em nome dos Estados Unidos. “O presidente Trump, e somente o presidente Trump, determina quem negocia em nome dos Estados Unidos. Como o presidente afirmou hoje, o vice-presidente JD Vance, o secretário Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e o sr. Jared Kushner estarão todos envolvidos”, disse Leavitt. Por enquanto, a possibilidade de uma reunião entre os EUA e o Irã ainda esta semana em Islamabad continua em aberto, mas até mesmo aqueles que defendem que ela ocorra estão céticos de que realmente vá acontecer, disseram fontes.





