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    Região

    Disparada no preço dos combustíveis leva Ministério Público a investigar postos no Tocantins

    adminDe admin13 de março de 2026Nenhum comentário4 minutos lidos
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    Disparada no preço dos combustíveis leva Ministério Público a investigar postos no Tocantins
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    O aumento repentino nos preços dos combustíveis chamou a atenção do Ministério Público do Tocantins (MPTO), que decidiu agir para investigar possíveis abusos praticados por postos da região sul do estado. Por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Gurupi, o MPTO instaurou um procedimento preparatório e expediu uma recomendação administrativa para conter possíveis aumentos injustificados nos preços dos combustíveis. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (11) e se aplica a todos os postos revendedores de Gurupi e municípios vizinhos que integram a comarca. A cidade passou a ser o foco de uma apuração do Ministério Público, que busca verificar se os reajustes aplicados recentemente aos consumidores têm fundamento econômico real ou se configuram aumento abusivo de preços. Recomendação aos postos Na recomendação, o MP orienta que os postos da região não promovam aumentos arbitrários. Caso os preços já tenham sido elevados sem justificativa baseada no custo de aquisição do combustível, o órgão recomenda que os valores retornem imediatamente aos patamares anteriores, sob pena de medidas legais. O documento também foi encaminhado ao Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins, para que a entidade informe seus associados sobre o conteúdo da recomendação e as orientações do Ministério Público. Fiscalização reforçada Para garantir o cumprimento da recomendação, o MPTO também acionou órgãos de fiscalização. O Procon de Gurupi e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis deverão realizar levantamentos e inspeções em todos os postos da comarca. Esses órgãos terão prazo de 30 dias para encaminhar à Promotoria um relatório detalhado das diligências realizadas, apontando eventuais irregularidades, indícios de aumento injustificado ou até mesmo possível coordenação de preços entre revendedores. Caso sejam constatadas infrações, os responsáveis poderão sofrer multas, apreensão de produtos, suspensão das atividades e até cassação da licença de funcionamento. Base legal da atuação A iniciativa do Ministério Público se baseia em informações técnicas enviadas pelo Centro de Apoio Operacional do Consumidor, da Cidadania, dos Direitos Humanos e da Mulher e pela Secretaria Nacional do Consumidor, que vêm monitorando aumentos no preço do petróleo no cenário internacional, influenciados por conflitos no Oriente Médio. Segundo o promotor de Justiça Marcelo Lima Nunes, embora o mercado de combustíveis seja livre, o Código de Defesa do Consumidor proíbe a elevação de preços sem justificativa. “É vedado ao fornecedor elevar, sem justa causa, o preço de produtos ou serviços”, destacou o promotor, citando o artigo 39 da legislação. Consumidores relatam aumentos de até R$ 2 Nos últimos dias, motoristas de Araguaína relataram aumentos significativos nos preços dos combustíveis, principalmente do diesel. Em alguns postos, o litro chegou a subir cerca de R$ 2, o que gerou reclamações de consumidores e questionamentos sobre os motivos da alta. Segundo relatos de motoristas e profissionais do transporte, os reajustes ocorreram em praticamente todos os postos da cidade, acompanhando movimento semelhante observado em outros municípios do Tocantins. Apesar da elevação percebida nas bombas, a Petrobras — principal fornecedora de combustíveis do país — não anunciou reajuste recente nos preços das refinarias, o que aumentou a desconfiança sobre possíveis aumentos injustificados. Em Palmas, motoristas também foram surpreendidos com a alta no preço da gasolina no último fim de semana. Em diversos postos da capital, o litro passou a ser vendido por R$ 6,99 no dinheiro ou Pix, chegando a R$ 7,19 no cartão de crédito. De acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins, Wilber Silvano de Sousa Filho, a valorização do petróleo no mercado internacional tem pressionado toda a cadeia de distribuição, especialmente em estados que dependem de combustíveis importados ou provenientes de refinarias privadas. Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio O fator que pressiona o mercado global é a escalada da guerra no Oriente Médio. Com a intensificação do conflito na região, o preço do petróleo — principal matéria-prima dos combustíveis — ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o maior nível em cerca de quatro anos. Apesar dessa valorização internacional, os preços no Brasil não são reajustados automaticamente, já que a política adotada pela Petrobras desde 2023 considera também fatores internos, como custos logísticos e condições do mercado nacional, buscando evitar oscilações bruscas ao consumidor.

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