
O chefe da Nasa, Jared Isaacman, afirmou que a missão Artemis II só será considerada bem-sucedida após a conclusão completa do voo — incluindo o retorno seguro dos astronautas à Terra, com o pouso na água. Segundo ele, o principal critério de sucesso é o pouso da cápsula Orion no oceano, ao fim dos cerca de 10 dias de missão ao redor da Lua. A declaração reforça que a agência não considera a missão concluída apenas com o lançamento ou o sobrevoo lunar. “Não há saídas antecipadas”, disse Isaacman, ao destacar que um eventual retorno antes do previsto, mesmo por segurança, não atenderia aos objetivos do teste. A missão deve durar cerca de 10 dias e tem como objetivo levar a tripulação a uma trajetória ao redor da Lua e de volta à Terra. Trata-se do primeiro teste com humanos dos sistemas da Orion, incluindo suporte à vida, em preparação para futuras missões que pretendem levar astronautas novamente à superfície lunar. Antes da decolagem, equipes técnicas enfrentaram alguns desafios, incluindo uma falha no sistema de terminação de voo — responsável pela segurança do lançamento — e um alerta envolvendo a temperatura de uma das baterias do sistema de aborto de emergência. Os problemas foram resolvidos a tempo, permitindo a continuidade da missão. A tripulação de quatro pessoas — os astronautas da Nasa Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense — viaja além do lado oculto da Lua, o que poderá estabelecer um novo recorde de maior distância já percorrida por humanos a partir da Terra, atualmente detido pela Apollo 13. O voo espacial também fará história como a primeira viagem além da órbita terrestre baixa de uma pessoa não branca, uma mulher e um astronauta canadense. O foguete SLS (Space Launch System), da Nasa, decolou do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, levando a bordo a missão Artemis II — e um “passageiro” especial: uma pelúcia que funciona como indicador de gravidade zero. Conhecido como “zero G indicator”, o objeto acompanha missões tripuladas há anos e tem uma função simples, mas simbólica. Durante os primeiros minutos após o lançamento, a força da gravidade mantém tanto os astronautas quanto o mascote presos aos assentos. Quando o estágio principal do foguete é desligado, a pelúcia começa a flutuar, sinalizando o momento em que a nave entra oficialmente em microgravidade. Após o lançamento, a Nasa disponibilizou uma ferramenta para que o público acompanhe, em tempo real, a trajetória da missão, que leva quatro astronautas ao redor da Lua a bordo da cápsula Orion.





