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    Filmes e games viram arma narrativa na guerra entre EUA e Irã

    marianacatacciDe marianacatacci12 de março de 2026Nenhum comentário6 minutos lidos
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    Filmes e games viram arma narrativa na guerra entre EUA e Irã
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    O uso de referências à cultura popular tem inundado postagens da Casa Branca e da mídia iraniana desde o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Vídeos publicados em canais oficiais do governo americano usam trechos de videogames mesclados com imagens reais de bombardeios, enquanto a mídia estatal do Irã cria animações inspiradas em filmes infantis para mostrar um cenário em que Teerã vence a guerra. O exemplo mais recente é uma animação baseada no filme Divertida Mente, da Disney e da Pixar. O vídeo, aparentemente gerado por inteligência artificial, foi veiculado pelos canais iranianos, mostrando personagens do mal que controlariam a mente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Outra animação, divulgada pela agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, usou o estilo Lego para culpar os americanos pelo ataque a uma escola primária no Irã. Já a Casa Branca tem usado trechos de jogos como Call of Duty, GTA e Wii Sports em vídeos que mostram os ataques dos Estados Unidos a alvos iranianos. Cenas do desenho Bob Esponja e de filmes como Star Wars também já apareceram misturadas com vídeos de ataques das forças americanas. As publicações viralizaram nas redes sociais e conseguiram milhões de visualizações. O ritmo rápido, os personagens intrigantes e a familiaridade com referências já conhecidas chamam a atenção do público. E isso não é coincidência, é tecnologia e leitura do ambiente digital com objetivo claro: fortalecer narrativas de guerra. UNDEFEATED. pic.twitter.com/Jt69bcag5y — The White House (@WhiteHouse) March 12, 2026 O analista de segurança Cel. Alessandro Visacro, autor dos livros “A Guerra na Era da Informação” e “Guerra Irregular”, ressalta que as guerras tendem a ser catalisadoras da tecnologia. Isso vale para a guerra cinética, com o desenvolvimento de armas semiautomáticas e drones teleguiados, por exemplo, mas também para a guerra informacional, com o uso da inteligência artificial e das plataformas digitais. Sendo assim, é esperado que o avanço tecnológico seja cada vez mais explorado para auxiliar as narrativas políticas, inclusive nos confrontos armados. Essa não é a primeira vez que os memes e elementos da cultura pop são usados em contexto de guerra. Em um estudo da Nottingham Trent University, do Reino Unido, o especialista em cibersegurança e guerra memética Tine Munk analisa como essa forma de comunicação foi empreendida durante a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, destacando o poder narrativo desses símbolos. Para Munk, os memes têm o poder de “mobilizar apoiadores, ridicularizar oponentes, persuadir o público e manipular a opinião”, tudo isso com baixo custo de produção. O pesquisador explica que, apesar de parecer inofensiva devido ao caráter humorístico, essa estratégia de comunicação apela diretamente ao emocional ao evocar sentimentos de união, identidade e oposição. O formato ainda é altamente compartilhável e pode ser facilmente difundido nas plataformas digitais. “A exposição repetida faz com que ideias antes inaceitáveis ​​pareçam familiares, reduzindo o escrutínio crítico do seu significado e impacto. Neste contexto, o humor serve de escudo, permitindo que mensagens políticas sérias passem sem contestação”, afirma Munk. Apesar de ser nova em formato, a estratégia não é nova em conceito. Visacro relembra os pôsteres da Segunda Guerra Mundial, que já usavam mensagens diretas, simples e de apelo popular. A apropriação da cultura para transmitir propaganda de guerra também foi recorrente durante o conflito entre o Eixo e os Aliados, quando governos do mundo todo financiaram filmes, quadrinhos e livros para reafirmar suas narrativas. A diferença, explica o autor, é que os conteúdos atuais usam referências familiares à nova geração, o que aumenta o sentimento de identificação. Uma imagem de Davi derrotando Golias, por exemplo, poderia não dialogar tão facilmente com o público digital quanto cenas de um filme da Disney ou de um videogame famoso. In memory of the 168 innocent schoolchildren of #Minab whose lives were cruelly taken by the most evil people on earth. Their names may fade from the headlines, but they must never fade from our conscience.#StandWithIran#WarCrime#مدرسه_میناب pic.twitter.com/sCG2kpfM71 — ☫ Iran Embassy in The Hague, The Netherlands (@IRAN_in_NL) March 12, 2026 O professor no Curso de Relações Internacionais da FAAP-SP Victor Grinberg ressalta que guerras e conflitos armados costumam ser impopulares e frequentemente acabam por alienar uma parte da base dos governantes – por isso, os governos empreendem esforços significativos para tentar traduzir à população por que estão em guerra. “Eu acho que o uso de memes e referências pop são uma forma de você acessibilizar a proposta. Temas muito densos, principalmente sobre por que os Estados Unidos se envolveram em um conflito com o Irã neste momento, são complexos. Então, você tentar expressar que os Estados Unidos são fortes, que os Estados Unidos estão ganhando, é uma forma de você também eventualmente justificar a saída dos Estados Unidos do conflito, independente de como que o resultado final seja. Então, você já está construindo uma própria versão baseada nesses memes”, afirma Grinberg. O professor relembra que Trump sempre conseguiu dialogar e navegar pelo ambiente digital especialmente bem, priorizando as redes sociais em detrimento dos canais oficiais de comunicação, por exemplo. Essa facilidade de se comunicar com seus apoiadores pelo ambiente digital é uma característica marcante do presidente e também se expande para a comunicação de seu governo, que adota essas informalidades, como o uso de memes, em peças oficiais de comunicação. O Irã, por sua vez, tenta ocupar esse espaço e fazer sua própria contranarrativa. Para o analista Alessandro Visacro, o objetivo do Irã é reafirmar, inclusive para a própria população iraniana, a versão de que o regime continua forte e não foi desmantelado. Já o professor Victor Grinberg acredita que a campanha não tem foco interno, mas busca ganhar apoio e solidariedade na comunidade internacional. Independentemente do objetivo final, o resultado é um conteúdo acessível e viral, com uma linguagem natural da internet que ajuda a fortalecer uma determinada visão política. Visacro explica as consequências com uma analogia de combate: imagine um atirador que tem seu alvo na mira, mas está vendo através de uma luneta térmica. Ele não consegue ver exatamente qual é o alvo, apenas a silhueta e alguns borrões. Há uma barreira tecnológica, mas também psicológica, que o distancia do alvo, e isso torna mais fácil puxar o gatilho. Da mesma forma, assistir a um bombardeio dos Estados Unidos intercalado com uma imagem de Call of Duty ou ver bonecos de Lego do Irã aniquilando Israel cria uma barreira psicológica. Os vídeos não mostram pessoas e cortam antes de mostrar a destruição deixada para trás pelos ataques. Cabe somente ao espectador lembrar da dura realidade: nada disso é um jogo; a guerra ainda é guerra.

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