
A operação foi realizada pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) do Rio de Janeiro, em conjunto com a Polícia Civil do Tocantins. Durante a ação, houve um intenso tiroteio no Morro do Vidigal.
A defesa de José Matheus informou que não teve acesso integral aos autos do procedimento e que somente após a análise técnica dos autos é que poderá se posicionar de forma responsável sobre eventuais medidas cabíveis (veja a nota completa abaixo).
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), a ação é a quinta fase da Operação Gotham City. Além da prisão, a operação também cumpriu cinco mandados de prisão em Palmas.
José Matheus Silveira Carneiro, conhecido como Galo Cego, foi preso em uma operação no Morro do Vidigal — Foto: Reprodução/g1 Rio
Quem é Galo Cego
Conforme a polícia, ‘Galo Cego’ é “considerado uma das principais lideranças criminosas do Tocantins e foi diretamente responsável por pelo menos 20 homicídios“.
Ele era o último dos procurados ainda foragido dentro do contexto da onda de violência de 2023. A polícia afirma que o investigado também é considerado suspeito em outros casos ainda em apuração.
José Matheus está no sistema prisional do Rio de Janeiro, aguardando determinações judiciais. O mandado de prisão aponta que ele era procurado por homicídio qualificado.
Onda de violência no Tocantins
Íntegra da nota da defesa de José Matheus
A defesa técnica de José Matheus Silveira Carneiro, composta pelos Advogados Júlio César Suarte (OAB-TO 8.629) e Renato Monteiro Martins (OAB-TO 7.177) informa que, até o presente momento, não teve acesso integral aos autos do procedimento que culminou na prisão, tampouco aos elementos informativos que embasam as declarações divulgadas pela autoridade policial.
Dessa forma, qualquer manifestação acerca da legalidade da prisão, das circunstâncias do cumprimento do mandado ou das suspeitas atribuídas ao investigado mostra-se prematura, uma vez que o exercício pleno do contraditório e da ampla defesa pressupõe o prévio conhecimento do conteúdo do processo.
A defesa esclarece que somente após a análise técnica dos autos é que poderá se posicionar de forma responsável sobre eventuais medidas cabíveis, inclusive no que se refere à situação cautelar do investigado.
Por fim, ressalta-se que declarações unilaterais não se confundem com prova, devendo eventuais imputações serem analisadas com cautela, sob o crivo do devido processo legal, preservando-se a presunção de inocência, princípio constitucional que assiste a todo cidadão.
A defesa permanece à disposição para novos esclarecimentos após o acesso regular aos autos.





